O FUTURO DA COMUNIDADE
VIRTUAL
Tecnologicamente, o futuro da comunidade virtual parece
assegurado. O desenvolvimento dos computadores e das ligações comunicacionais
está a acelerar. Os computadores estão a percorrer uma trajectória tecnológica
pré-estabelecida pela Lei de Moore - uma ordem de magnitude mais rápida, mais
pequena e mais barata em cada década. Os motores de busca da Rede são cada vez
mais poderosos e fáceis de utilizar, e ameaçam mesmo tornar-se os sistemas
básicos operativos dos computadores pessoais. As ligações entre os computadores
e o sistema telefónico são cada vez mais rápidas, à medida que a velocidade dos
modems e a largura de banda disponível aumentam. O sistema telefónico está a ser
progressivamente digitalizado, e a fibra óptica está cada vez mais difundida. De
um modo crescente, o acesso processa-se através de ligações sem fio (por
exemplo, telefones celulares móveis). Em breve, a ligação poderá ser feita
directamente para satélites em órbita baixa, como o Teledesic de Bill Gates ou o
Iridium da Motorola. E o acesso à internet cada vez está mais difundido por todo
o planeta, quebrando barreiras e fronteiras, mesmo em países com sistemas
sociais ou políticos mais ou menos fechados, tal como profetizava McLuhan com a
sua teoria da Aldeia
Global.
Mas algumas liberdades e garantias são necessárias para
assegurar não só a utilidade, mas também o alcance da comunidade virtual. A
internet alastrou tão rapidamente que os governos só agora começam a reagir com
legislação e tentativas de controlo. Tornar-se-ão os sujeitos electrónicos o
equivalente da ágora ateniense, permitindo o florescimento da comunidade
virtual, ou será reduzido a uma gigantesca versão dos canais de home
shopping?
Não restam dúvidas de que se a Internet for sujeita a excessivas
restrições políticas, perderá muito do que necessita para ser uma comunidade
virtual amigável. Portanto, a perspectiva de imposição de um controlo político é
talvez a maior incerteza com que o futuro da comunidade virtual
se debate.
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