A questão pode parecer irónica, mas tudo vai
depender do ângulo em que é tratada. Se um cyborg é um homem cuja capacidade
foi aumentada pelos avanços tecnológicos, então uma boa parte da humanidade
pode ser definida como tal. Segundo alguns pesquisadores, nós já entramos na
era dos cyborgs, com a proliferação de aparelhos electrónicos, que invadem as nossas
vidas até se tornarem indispensáveis. Televisores, telefones, satélites,
Internet: todas essas ferramentas permitem-nos interagir com o mundo e, assim,
aumentar a abrangência das nossas acções e ideias. Para a maioria das pessoas,
essa explicação é muito "fictícia", pois a evolução é uma
característica própria do homem e as ferramentas tecnológicas que ele utiliza,
não podem alterar a sua condição primária de "animal pensante".
Falemos sim de um homem "aumentado".
Assim, vamos
enfatizar uma definição mais real de cyborg, que consiste em mudar o corpo do
homem para dar-lhe novas possibilidades físicas ou mentais. A fusão entre o
homem e a máquina, através de transplantes ou implantes de chips no organismo. As
pesquisas no campo são inúmeras e envolvem vários sectores, incluindo a
medicina, robótica, cibernética, nanotecnologia, biotecnologia, NTIC (Novas
Tecnologias de Informação e Comunicação), ciência cognitiva, etc. E o progresso
é rápido. Os transplantes mecânicos já existem há muito tempo, como os
marca-passos, e membros artificiais, mas isso não significa criar seres
diferentes. Poderíamos até falar dos óculos ou aparelhos auditivos como
melhorias técnicas do homem. Melhor do que ser humano "aumentado",
falaremos aqui de ser humano "consertado". É óbvio que ainda não
atingimos a fase de cyborg como foi explicado acima, inúmeras são as pesquisas
neste sentido.
Actualmente procura-se actuar na parte interna do corpo humano, seja em termos genéticos ou mecânicos, através de chips implantados, por exemplo.
Hoje, chegamos a um real limite entre o homem e a máquina. Acostumamo-nos a um mundo ultra-conectado, onde os nossos aparelhos fazem parte integrante das nossas vidas e face aos quais nos tornamos cada vez mais dependentes. Implantar esses dispositivos directamente no nosso corpo pode vir a ser uma solução do futuro, embora essa ideia levante importantes questões técnicas e sociais.
Quando
observamos os avanços tecnológicos, podemos pensar que isso poderia concretizar-se
num futuro, cada vez mais próximo. Hoje, já existe: o doping químico, implantes
de dispositivos electrónicos (principalmente medicinais) ou próteses, tão
avançadas que podem corresponder ou superar um membro humano.Actualmente procura-se actuar na parte interna do corpo humano, seja em termos genéticos ou mecânicos, através de chips implantados, por exemplo.
Hoje, chegamos a um real limite entre o homem e a máquina. Acostumamo-nos a um mundo ultra-conectado, onde os nossos aparelhos fazem parte integrante das nossas vidas e face aos quais nos tornamos cada vez mais dependentes. Implantar esses dispositivos directamente no nosso corpo pode vir a ser uma solução do futuro, embora essa ideia levante importantes questões técnicas e sociais.
Em paralelo, é interessante notar que, damos cada vez mais características humanas aos robôs, aprimorando os movimentos físicos e, acima de tudo, a inteligência artificial, que está crescendo à velocidade da luz. Estamos assistindo a uma aproximação cada vez maior entre os dois mundos.
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